segunda-feira, 7 de abril de 2008

Portishead

I don't want to hurt you
For no reason have I but fear
And I ain't guilty of the crimes you accuse me of
But I'm guilty of fear

It could be sweet
Like a long forgotten dream
And we don't need them to cast the fate we have
Love don't always shine thru

Fui um dos primeiros em Portugal a divulgar na Rádio a música dos Portishead. Estávamos em Outubro de 1994 e a viver os primeiros tempos do estilo Trip-Hop, cujo epicentro estava na cidade inglesa de Bristol.
“It Could Be Sweet” foi o tema em que mais insisti ao início, apesar de logo a seguir os temas “Glory Box”, “Numb”, “Roads” e “Sour Times” começarem a ganhar vida própria através da exposição ampla e justa que tiveram, para além da TSF, na XFM. Aliás, a partir de certa altura, a questão mais difícil era mesmo qual tema escolher. Todo o álbum estreia «Dummy», dos Portishead, oferece grande unicidade. Agora os Portishead regressaram com um novo disco («Third») e uma digressão que começou em Portugal com dois concertos nas cidades do Porto e Lisboa (26 e 27 de Março respectivamente). A primeira vez que tinham actuado em Portugal foi no encerramento do Festival Sudoeste em 1998. Esse concerto foi transmitido em directo na Antena3 e foi o "concerto da vida" para muitos dos que a ele assistiram. “Machine Gun” é uma dos novos temas e, ao que tudo indica, neste caso os Portishead não perderam nada com a passagem do tempo. Nem as qualidades vocais de Beth Gibbons. “Machine Gun” já se ouve nas rádios, ou melhor, ouve-se na RADAR.
Lembro-me perfeitamente da última vez em que passei Beth Gibbons na Rádio. Foi na noite de Natal de 2002, aquando do final de uma emissão especial de «Como no Cinema». Ela, e antes, Robert Wyatt. Dois cidadãos de Bristol. Ele com o tema “Memories Of You”, e ela (com Rustin Man; álbum «Out Of Season») na canção “Mysteries”. Outros eram os tempos, outra era a Rádio.


PortisheadMachine Gun (2008)



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