domingo, 25 de junho de 2017

Hoje em CASCAIS



sábado, 24 de junho de 2017

Boa Rádio ao Sábado

















06:00/07:00 Antena1 – O Povo Que Volta a Cantar
07:00/09:00 Antena2 – Sol Maior
09:00/10:00 Antena2 – Café Plaza
10:00/12:00 Antena1 – Hotel Babilónia
12:00/13:00 Antena3 – Coyote
13:00/14:00 RADAR – Radarzine
14:00/15:00 TSF – A Playlist De
14:00/15:30 Antena2 – O Tempo e a Música
15:30/16:00 Antena2 – Páginas de Português
16:00/18:00 Antena2 – A Força das Coisas
18:00/22:00 Antena2 – Mezza Voce
19:00/20:00 Antena3 – Matéria Prima
20:00/23:00 Antena3 – MQ3
23:00/01:00 RADAR – Planeta Pop
23:00/00:00 Antena2 – Argonauta 
00:00/01:00 Antena2 – A Fuga da Arte 
00:01/02:00 Antena2 – Reflector
02:00/03:00 Antena2 – Olhar a Lua
03:00/06:00 Antena2 – Dois ao Quadrado

terça-feira, 20 de junho de 2017

Gomes Amaro















Fotografia de Filipe Balreia 

O primado da Rádio é o som, o primado do som é a palavra e o primado da palavra é a emoção.
Foi emocionante escutar a entrevista de João Ricardo Pateiro a Gomes Amaro, antigo relatador de Futebol na Rádio. Por motivos de idade e geografia, nunca o ouvi relatar em directo. Mas, depois desta deliciosa conversa na noite da Rádio de há uma semana, fui procurar mais sons antigos e pedaços de relatos de Gomes Amaro para conhecer melhor e fiquei rendido. Gosto de ouvir relatos de Futebol pela Rádio, nunca pela TV. Tinha, como muitos outros, um velho hábito, que era o de desligar o som da TV e ouvir o desenrolar do encontro pela Rádio. Sempre que possível ainda hoje o faço, embora com a certeza de que o som ou a imagem vão aparecer algures um primeiro que o outro, por causa da transmissão em directo via satélite ter desfeito o simultâneo sincronizado. Um preço incontornável mercê da tecnologia digital, mas é pena. Um facto técnico que provocou a perda de ouvintes. Esse maravilhoso efeito sonoro em tempo real também se perdeu em pleno estádio. Quando o lance é relatado já é coisa do passado. 
O esplendor do relato sobre o relvado por Gomes Amaro introduziu inovações à pratica radiofónica portuguesa nos anos 70 e 80, na altura ainda muito agarrada a estilos clássicos, um tanto ou quanto monótonos e previsíveis. Gomes Amaro esteve, como se ouve na entrevista, três décadas no Brasil e, embora seja português, trouxe consigo para sempre o sotaque das terras de Vera Cruz, característica que ainda hoje mantém aos oitenta anos de idade. 
Mas trouxe também, adicionado à musicalidade própria do sotaque do país irmão, efeitos sonoros, novas palavras e termos, brilho e luz, calor tropical à Rádio, ainda mal saída do estertor da ditadura. 
Depois de há pouco tempo ter entrevistado outro homem da Rádio, Manuel Costa Monteiro, agora João Ricardo Pateiro resgatou do passado o já aposentado, mas muito lúcido, Gomes Amaro, que eu desconhecia, lamentando não ser mais velho ou ter vivido no Porto para o ter conhecido no seu tempo de relatador. 
Comecei a escutar relatos de Futebol na Rádio a partir do início dos anos 80, nas únicas rádios nacionais que existiam na altura, que eram a Antena1, a Rádio Renascença e a Rádio Comercial. As duas primeiras ouvi pouco, a Comercial de então ouvi muito e os nomes que ficaram na memória desses tempos foram Fernando Correia, Jorge Perestrelo, Abel Figueiredo, José Augusto Marques, Fernando Emílio e Manuel Costa Monteiro (Rádio Comercial); David Borges (Antena1); Ribeiro Cristóvão (Renascença). Mais tarde apareceram outros grandes relatadores, entre eles Paulo Sérgio e Carlos Daniel (TSF). Talvez em futuras emissões do programa «Entrelinhas» alguns destes nomes possam ser também entrevistados e trazer aos ouvintes, amantes de Futebol, um pouco da história desse exercício extraordinário que é narrar um encontro do desporto-rei, no que é também sempre uma muito interessante conversa sobre Rádio. 

Entrelinhas 
De João Ricardo Pateiro 
3ª feira (23:00/00:00) 
Ouvir aqui

No dia 27 de Maio passaram trinta anos sobre a noite mágica de Viena, em que o F.C. Porto se sagrou, pela primeira vez, campeão europeu de Futebol. Eis um extracto do relato de Gomes Amaro nessa noite de 1987 no Estádio do Prater em Viena: 


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Elementos à Solta






















Nesta 11ª emissão destaque à última edição do festival de artes Elementos à Solta, que desde há 12 anos acontece na aldeia do xisto da Cerdeira, em plena Serra da Lousã, e que este ano teve como mote o tema Bichos, a partir da obra homónima de Miguel Torga. o Concerto Xisto Sonoro e as instalações Madalena (de Roalde) e Bichos (da Cerdeira), instalação para uma árvore, da autoria de Luís Antero, marcaram presença neste encontro artístico em contexto rural e podem ser escutados nesta emissão do Lugar Sonoro, para além da peça original Lousã Soundscape. 
o Concerto Xisto Sonoro, que decorreu na capela da aldeia, contou com a presença do guitarrista e mentor do projecto lousanense Analog Art Man. Nele, como o nome indica, podem escutar-se várias paisagens e marcos sonoros oriundos de algumas (tendo em conta a duração do concerto) das 27 aldeias que compõem a Rede das Aldeias do Xisto.  
Madalena (de Roalde) é uma escultura sonora para o conto Madalena, do livro de Miguel Torga, Bichos, e tem a particularidade de ser composta por gravações realizadas na aldeia de Roalde, freguesia de S. Martinho de Anta, terra natal do escritor, e pertencentes ao recente Sons da Montanha, Arquivo Sonoro de S. Martinho de Anta (a partir de Miguel Torga). já Lousã Soundscape é uma instalação sonora produzida com base em gravações sonoras de campo realizadas em algumas aldeias do xisto da Serra da Lousã e foi apresentada pela primeira vez nestes Elementos à Solta, na companhia de João J. Francisco. Desejo-vos uma boa escuta, a partir desse lugar sonoro que ocupam.   

Luís Antero
Ouvir aqui

domingo, 18 de junho de 2017

Última Edição

























O cheiro dos livros 
Sob um intenso Verão antecipado, encerra hoje a Feira do Livro de Lisboa, acompanhada diariamente pela Rádio Pública.
O apontamento diário «Última Edição» esteve, ao longo do evento, presente em diversos lançamentos, fazendo entrevistas a autores e editores, recolhendo depoimentos e impressões.
A «Última Edição» é, talvez, o mais antigo e persistente espaço diário da Rádio portuguesa dedicado à divulgação das mais recentes obras literárias. Trabalho notável, não fosse o seu realizador o mesmo autor dos mais belos dos programas diário e semanal da Rádio feita actualmente em Portugal, como já por mais de uma vez se disse aqui na «Rádio Crítica».
Pelo meio, ainda houve oportunidade de a «Última Edição» visitar a Feira do Livro de Madrid, onde este ano Portugal foi o país convidado.

Louro & Simões 
Das diversas páginas sonoras captadas pelo microfone da Rádio Pública reencontrei dois velhos amigos autores de Banda Desenhada, do tempo em que trabalhava num estúdio de imagem a par com a Rádio. Certo dia, há perto de vinte e sete anos, fizeram uma visita para me oferecerem o então mais recente álbum «A Herança dos Templários», publicado pelas Edições ASA, sob a batuta de Francisco Alba Linhares. Desta vez Luís Louro e António José Simões apresentaram-se na 87ª Feira do Livro de Lisboa no lançamento novo álbum de «Jim Del Monaco».
A Rádio a proporcionar este inesperado reencontro enquanto ouvinte. Coisas impossíveis de acontecer se não existisse Serviço Público de Radiodifusão. A Rádio é a vida e a vida são as pessoas.






















Última Edição
Antena2
Realização de Luís Caetano
2ª a 6ª feira
19:50; 23:50.
Ler, ver e ouvir mais aqui 
Ouvir actuais e antigas emissões aqui 

sábado, 17 de junho de 2017

Hoje na TSF






















Músico da Brigada Victor Jara e actual director do Conservatório de Música de Coimbra, Manuel Rocha é o convidado desta semana do espaço «A Playlist de» na Rádio Notícias.
Muitas e variadas escolhas percorreram a semana à hora de almoço e chegam esta tarde à antena da TSF numa edição reduzida.
Entre os temas escolhidos por Manuel Rocha está a canção "El Derecho de Vivir En Paz" do compositor chileno Victor Jara, cujo nome serviu de baptismo ao agrupamento do qual faz parte há quarenta anos. Uma digna homenagem ao trovador chileno, barbaramente abatido num estádio de Futebol em Santiago, após o golpe de estado militar de 1973.



A Playlist de Manuel Rocha
TSF-Rádio Notícias
Sábado (versão compacto) 14:00/15:00
Ouvir aqui

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Boas canções novas que não passam na Rádio


Aldous Harding – “Blend



Hayes McCullan – “Fast Old Train



Mark Eitzel – “An Answer



Nadia Reid – “Some Are Lucky


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Os 30 anos deste disco






















Há 30 anos, no dia 15 de Junho de 1987, a editora independente britânica 4AD lançava uma colectânea para assinalar o sétimo ano de vida.
Repleta de inéditos, a compilação «Lonely Is An Eyesore»  é acima de tudo uma colectânea dos principais nomes do catálogo de então da casa sediada em Alma Road, Londres.
Ainda faziam parte dos principais artistas a santíssima trindade primordial da 4AD: Dead Can Dance, Cocteau Twins e This Mortal Coil. Todos com temas inéditos.
Três décadas depois, todos os temas e artistas do alinhamento deste disco encontram-se há muito arredados da Rádio portuguesa. E mesmo quando esta edição comemorativa dos sete anos da 4AD foi publicada não passou muito pelos éteres nacionais.
Um dos pontos mais marcantes de «Lonely Is An Eyesore» é o tema "Crushed" dos escoceses Cocteau Twins, principalmente porque esta canção marcou o fim do período mais fascinante da banda.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Estudos da Rádio em Portugal

































Editado pela Universidade Católica Portuguesa e da autoria do investigador Rogério Santos, foi lançado na Feira do Livro em Lisboa no passado Sábado à tarde. 


Sinopse:


A par da análise teórica em comunicação e media e da investigação nas tecnologias da gravação sonora e nos inquéritos de audiências, o livro examina as áreas de produção radiofónica (Lisboa, Santarém, Guarda), programas como Página 1, folhetim Simplesmente Maria e produtores independentes (Parodiantes de Lisboa e Espaço 3P). Um capítulo enfatiza as biografias profissionais e outro relaciona os prémios anuais da rádio (patrocinados pela Casa da Imprensa) com a evolução política do país nas décadas de 1960 e 1970. O livro reserva ainda espaço a escritores da rádio (José do Nascimento, Álvaro de Andrade e José Matos Maia), radialistas que procuraram pensar a história do meio, e dirigentes da rádio que elaboraram pensamento sobre práticas e estéticas (Fernando Curado Ribeiro e José Manuel Serra Formigal).

338 páginas. 
Amostra aqui

domingo, 11 de junho de 2017

Corrida Contra o Destino





















Vanishing Point 

Kowalski é um homem de meia-idade que teve várias profissões. Depois de ter estado na guerra do Vietname, foi agente policial e corredor profissional de carros e motociclos. Kowalski ganha agora a vida a entregar automóveis entre vários pontos dos Estados Unidos da América. Numa sexta-feira à noite recebe mais um serviço. Tem de entregar em tempo recorde um modelo do mítico Dodge Challenger RT, de 1970, fazendo em quinze horas a ligação por estrada entre Denver, no Colorado, e San Francisco, na Califórnia. Qualquer paragem desnecessária abortaria a hora de entrega. Kowalski força o desafio. Então, a fim de cumprir com o combinado, viaja prego a fundo de noite e de dia.
À custa do consumo de numerosos speeds, o condutor que corre contra o relógio desobedece às autoridades na primeira de várias ordens de paragem por excesso de velocidade. A situação de desobediência à polícia é reincidente durante o acelerado percurso. Inicia-se em crescendo a perseguição policial e Kowalski consegue sempre ludibriar as várias barreiras que as patrulhas lhe vão erguendo nas estradas por onde vai passar.
Numa rádio local às portas de San Francisco, o pessoal de serviço (técnico e animador) captam as comunicações dos agentes que estão no encalço de Kowalski. O animador – de alcunha 'Super Soul' – encontra aqui a inspiração para o seu invulgar dia na Rádio (é absolutamente imperdível o início de emissão de 'Super Soul'). Começa a dissertar em directo para Kowalski. Fá-lo poeticamente. Chama a Kowalski o "Último Herói Americano". 'Super Soul' fala directamente para o seu herói do asfalto, medindo cada palavra, sabendo que para além dos seus muitos ouvintes, também tem a própria polícia a ouvi-lo. A ultra sensibilidade profética deste homem, uma espécie de "Super Alma", é a única companhia na corrida solitária de Kowalski. 'Super Soul' é o único a ter a completa visão dos acontecimentos. É a antena orientadora do desesperado fugitivo cujo único “crime” foi não ter parado no sinal STOP. 


And there goes the Challenger, being chased by the blue, blue meanies on wheels. The vicious traffic squad cars are after our lone driver, the last American hero, the electric centaur, the, the demi-god, the super driver of the golden west! Two nasty Nazi cars are close behind the beautiful lone driver. The police numbers are gettin' closer, closer, closer to our soul hero, in his soul mobile, yeah baby! They about to strike. They gonna get him. Smash him. Rape... the last beautiful free soul on this planet. But – it is written, if the evil spirit arms the tiger with claws, Braman provideth wings for the dove. Thus spake the super guru! 

A perseguição policial é inter-estadual. Kowalski vê-se obrigado a entrar a toda a velocidade no deserto do Nevada, já em pleno dia e debaixo dum impiedoso sol a pique. É o momento de viragem. O silêncio total a cruzar os círculos e rectas na dura areia daquele chão. Só o roncar do potente motor do Challenger quebra aquele silêncio sepulcral do calor do meio-dia, no coração de um deserto que ninguém, nem mesmo a autoridade perseguidora ousa entrar. Kowalski, atormentado pelas tristes memórias do seu passado (revividas em episódicos flashbacks) e sob o efeito do consumo exagerado de speeds, ingeridos com o intuito de se manter acordado, tem encontros inesperados com personagens surreais vindas não se sabe de onde e idas não se sabe para onde.
A dura realidade confunde-se com a pura alucinação. 'Super Soul', já adivinhando o desfecho de tão perigosa aventura de Kowalski, é silenciado com brutalidade por parte da populaça que em Cisco espera pela passagem do herói em fuga... herói que o próprio 'Super Soul' criou e efabulou através das mágicas ondas hertzianas. Kowalski vê – finalmente e de forma absoluta - a luz ao fundo do seu próprio túnel existencial. Abraça-a frontalmente. Terminara a sua corrida contra o destino. A Rádio foi silenciada e a música acabou!

Esta é, sucintamente, a incrível história contada no filme «Vanishing Point» de Richard C. Sarafian (1971). É o maior clássico americano de sempre do estilo Road Movie (há um remake de 1997 altamente NÃO recomendável. O original é - literalmente - inultrapassável!). A Rádio e o destino individual de um homem solitário a tentar fugir de si próprio.
Não há muitos diálogos, há sim muitos monólogos, com destaque evidente para as palavras do animador de rádio 'Super Soul' em fala directa para o seu 'The Last American Hero". Os "bandidos" são os seus perseguidores e o verdadeiro protagonista de «Vanishing Point» é o carro. Essa autêntica bomba-relógio que levou Kowalski ao seu último destino.
Não sabemos o que aconteceu depois a 'Super Soul'. Na América ambivalente entre o espírito libertador e o conservadorismo pudico, apenas podemos especular sobre o que terá acontecido àquela "super-alma". Não seria muito difícil adivinhar o que aconteceria àquele comunicador de Rádio se o seu santo ofício fosse praticado em Portugal. 'Super Soul' encarna o sonho de todo e qualquer Animador de Rádio: ser livre! 

Hey Kowalski, you out there? 


sábado, 10 de junho de 2017

Hoje em LISBOA



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Hoje em LISBOA


































A Metropolitana festeja o 25.º aniversário em grande estilo, com Liszt, uma das figuras mais fascinantes do século XIX europeu. A sua biografia é de tal modo extraordinária que resulta difícil imaginar que alguém tenha vivido tão intensamente. Em criança, passou por Viena, conheceu Beethoven e estudou com Czerny e Salieri. Foi depois para Paris, e tornou-se amigo de Chopin e Victor Hugo. Envolveu-se em relações amorosas impulsivas e protagonizou aparatosas digressões pela Europa enquanto pianista, entre 1838 e 1847. Ao lado do maestro inglês Adrian Leaper, o talento do pianista Artur Pizarro é motivação acrescida para assistir a um concerto que promete celebrar, e ser celebrado. 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Boas canções novas que não passam na Rádio


Radiohead – “I Promise” 


Fleet Foxes – “Fool's Errand” 



Mac DeMarco – “One Another”  



Phoenix – “Goodbye Soleil” 


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Boas canções novas que não passam na Rádio


Kevin Morby – "Come to Me Now


Sam Amidon – "Juma Mountain


Melody’s Echo Chamber – "Cross My Heart"  



The Unthanks – "What Can a Song Do to You?


domingo, 4 de junho de 2017

Hoje no Turim

































ORAI E BEBEI

Sinopse:
Uma revisitação dos milagres de Jesus onde o humor e a ironia se impõem nos diversos momentos que compõem a peça: um cego abençoado e um aleijado amaldiçoado; um Lázaro que ressuscita apesar de tudo; um Louco que seduz a Morte com a Última Ceia em fundo; umas Bodas de Caná contadas por aqueles que verdadeiramente as viveram. Tudo pautado por vinho que se dá em prova e se mistura com uma gargalhada. Porque "o aroma do vinho é delicada poesia" e porque se ‘a água é necessária para a vida o vinho é para a celebração’’. 

Dom.às 17h00 
Reservas: gerasl@teatroturim.com 
Tel. 217606666 

TEATRO TURIM – Estrada de Benfica, 723-A, Lisboa. 

sábado, 3 de junho de 2017

Hoje em LISBOA


































Presença assídua nas Temporadas de Música da Metropolitana, o maestro e cravista escocês Nicholas Kraemer, titular de uma extensa e incontornável discografia dedicada ao repertório da primeira metade do século XVIII, regressa à frente da OML para mais um concerto dedicado ao barroco germânico. Os nomes de J. S. Bach, Telemann e Händel representam o expoente máximo desse capítulo da História da Música, e são precisamente obras da autoria destes compositores que encerram a Temporada Barroca 2016/2017. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

It was HÁ 50 ANOS ago






















Os 50 anos deste disco 
Considerado por muitos como o mais importante álbum da História da Música Pop-Rock, também é apontado como o melhor álbum dos Beatles.
Ao contrário da enorme confusão de datas que temos verificado nos últimos dias, atribuindo-se a data de lançamento ao dia 26 de Maio de 1967, a verdade é que «Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band» foi editado no dia 1 de Junho de 1967. Foi numa quinta-feira, como não era habitual (em 1967 os álbuns eram editados à segunda-feira).
Esta actual confusão de datas tem a ver com dois motivos: o primeiro refere-se ao dia em que foi lançado nos Estados Unidos. Há quem diga que foi no dia 3 de Junho de 1967, mas na verdade foi no dia 2. Na semana passada a Rádio disse que foi no dia 26 de Maio de 1967, mas não. Essa foi a data da reedição revista e aumentada neste ano de 2017, a assinalar os 50 anos da obra. Como se não bastasse, as 'Wikipédias' desta vida encarregaram-se de também alterarem a datas nos últimos tempos (desde que foi anunciada a reedição Deluxe), levando muita gente ao engano.
Na Rádio também se ouviu dizer que «Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band» foi o sétimo álbum dos Beatles, mas na realidade foi o oitavo. Talvez na contagem de sete se esteja a excluir o álbum «A Hard Day's Night» ou o álbum «Help» considerando-os como sendo banda sonora, mas a verdade é que foram editados como álbum e que, depois, serviram de banda sonora aos filmes com os mesmos nomes.
Nada como consultar em livro a enciclopédia oficial dos Beatles e seguir as publicações de Mark Lewinsohn, biógrafo da banda.
Ou seja, o álbum «Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band» foi na realidade editado numa quinta-feira, dia 1 de Junho de 1967 no Reino Unido, dia 2 nos Estados Unidos e é o oitavo álbum de estúdio dos Beatles.
Acresce ainda que a actual detentora do catálogo dos Beatles instituiu oficialmente o dia 1 de Junho como “Pepper Day”, com várias iniciativas um pouco por todo o Mundo, incluindo Portugal, com uma sessão especial na próxima segunda-feira, dia 5 de Junho em Lisboa, na loja da FNAC, no Centro Comercial do Chiado, às seis e meia da tarde.
Canções do álbum «Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band» são presença recorrente na Rádio em Portugal, principalmente na actual celebração do meio-século deste disco.

O álbum «Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band» há 10 anos na «Rádio Crítica» (01 de Junho 2007).

Alinhamento original:

Lado A 
1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
2. With a Little Help from My Friends
3. Lucy in the Sky with Diamonds
4. Getting Better
5. Fixing a Hole
6. She's Leaving Home
7. Being for the Benefit of Mr. Kite!

Lado B 
1. Within You Without You
2. When I'm Sixty-Four
3. Lovely Rita
4. Good Morning Good Morning
5. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (reprise)
6. A Day in the Life



It was HÁ 50 ANOS ago (I) 
It was HÁ 50 ANOS ago (II)
It was HÁ 50 ANOS ago (III) 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Reflexões sobre as políticas do sector Rádio
































Está disponível em acesso livre o eBook «Teias da Rádio: Ensaios e Reflexões Sobre as Políticas do Setor», da autoria de Pedro Costa e editado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) / Universidade do Minho.
aqui 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Boa Rádio à 3ª feira








10:00/12:00 – TSF - Forum TSF 
10:00/13:00 – RADAR - Inês Meneses 
13:00/14:00 – TSF - A Playlist de 
14:00/17:00 – RADAR - Joana Bernardo 
16:00/20:00 – Antena1 - Paulo Rocha 
19:00/20:00 – Antena3 - Prova Oral 
20:00/21:00 – Antena2 - Jazz a Dois 
20:00/23:00 – SBSR - Arena Lunar 
22:00/23:00 – Antena3 - Portugália 
23:00/00:00 – Antena2 - A Ronda da Noite 
00:00/01:00 – Antena2 - Raízes 
01:00/02:00 – TSF - Começo de Conversa 
02:00/05:00 – Antena1 - Linha do Horizonte

domingo, 28 de maio de 2017

Hoje na RADAR






















Chris Cornell morreu no passado dia 18, aos 52 anos de idade e a RADAR homenageia o músico norte-americano com a transmissão na íntegra do quinto trabalho gravado com os Soudgarden.
Editado no dia 21 de Maio de 1996, «Down on the Upside» foi um dos mais importantes álbuns da carreira do grupo fundado na cidade de Seattle em 1984, que no início dos anos 90 se tornaria num dos porta-estandartes do movimento Grunge.
Emissão contextualizada, realizada e apresentada na estação alternativa de Lisboa por Joana Bernardo.

Álbum de Família 
RADAR
Domingo ao meio-dia
2ª feira às 23:00

Dia Mundial das Comunicações Sociais














Rádio | Televisão | Jornais | Revistas | Internet 

sábado, 27 de maio de 2017

Hoje em Lisboa

































A estreia absoluta de mais uma obra de Sérgio Azevedo, o Concerto para Flauta e Orquestra Giochi di Uccelli, é o primeiro motivo de interesse que se destaca neste programa, dirigido pelo maestro Pedro Neves e que tem como solista Nuno Inácio, 1.º Flauta da OML. Mas a música de Stravinsky vem ao seu encontro, por se tratar de uma (boa) influência assumida pelo compositor português. O bailado Pulcinella foi estreado na Ópera de Paris em 1920, com cenários de Pablo Picasso e coreografia de Léonide Massine.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Mas qual futuro?












Vai na 5ª emissão o programa do novo Provedor do Ouvinte da Rádio Pública.
Num estilo muito pessoal, diferenciando-se claramente dos seus antecessores, João Paulo Guerra recorre a um discurso situado entre a ironia fina e algum sarcasmo, dizendo a verdade funda por entre as palavras.
Desta vez falou-se do tão famigerado "Futuro da Rádio".
Por falta de tempo, ou por não haver muito para falar sobre o caso, o assunto ficou-se pela superfície, juntando a Rádio dita "tradicional" com rádios exclusivamente digitais, podcasts, DAB, etc.
Vai na praça uma grande confusão sobre a definição mais correcta sobre o que é a Rádio hoje. Confusão essa que não começou no programa do Provedor da Rádio Pública, é-lhe muito anterior, mas que promete continuar a esvoaçar por aí, em ondas hertzianas, cabos de fibra óptica e wireless.

Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado. 
George Orwell

Em Nome do Ouvinte 
João Paulo Guerra
Antena1
Sexta-feira às 16:10
Ouvir aqui 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Os 30 anos deste disco






















Editado no dia 25 de Maio de 1987. Faz hoje trinta anos.
É um dos álbuns mais importantes dos britânicos The Cure, a eterna banda de Robert Smith, fundada no sul de Inglaterra no ano de 1976. Da formação original, só Robert Smith se mantém, ao fim de 41 anos e 13 álbuns de originais. São visita recorrente a Portugal e têm presença assídua em Rádios nacionais, não só com temas deste disco. 
Os temas mais conhecidos deste sétimo e duplo álbum dos The Cure: "Catch”, “Why Can’t I Be You?”, “Just Like Heaven” e “One More Time”. 




quarta-feira, 24 de maio de 2017

Boa Rádio à 4ª feira

















10:00/12:00 – TSF - Forum TSF 
10:00/13:00 – RUM - Elisabete Apresentação 
13:00/14:00 – TSF - A Playlist de 
14:00/15:00 – RADAR - Álbum de Família 
16:00/21:00 – RADAR - Pedro Ramos 
19:00/20:00 – Antena3 - Prova Oral 
20:00/21:00 – Antena2 - Jazz a Dois 
20:00/23:00 – SBSR - Arena Lunar 
22:00/23:00 – Antena3 - Portugália 
23:00/00:00 – Antena2 - A Ronda da Noite 
00:00/01:00 – Antena1 - Visita Guiada 
01:00/02:00 – Antena1 - Alma Lusa 
02:00/05:00 – Antena1 - Linha do Horizonte 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Os 20 anos deste disco






















Editado primeiramente no dia 21 de Maio de 1997 no Japão, 16 de Julho no Reino Unido e no dia 1 de Julho nos Estados Unidos, o terceiro álbum dos britânicos Radiohead, em plena era Brit Pop dos anos 90, ficou como um marco fundamental da música Pop-Rock anglo saxónica.
Daqui saíram temas como “Karma Police”, “Paranoid Android”, “The Tourist”, “Exit Music (For a Film)” e “No Surprises”. 
Obteve grande aceitação por parte da Rádio portuguesa, onde os Radiohead já gozavam de invejável estatuto desde o icónico tema “Creep”, em 1993. 
Ainda hoje se escutam em algumas rádios portuguesas temas deste álbum, que agora completa duas décadas. Atingiu a primeira posição nos Tops de vendas em vários países (não em Portugal). 



Na celebração dos vinte anos de «OK Computer», a RADAR está a levar a cabo a interessante iniciativa de convidar músicos nacionais a gravarem versões dos temas que fazem o alinhamento do álbum. Essas novas versões podem ser escutadas em exclusivo nas emissões diárias da estação alternativa de Lisboa e enquadram-se na comemoração dos 15 anos da RADAR
















Artistas convidados:
Batida, Benjamim, Duquesa, Filipe Sambado, Mirror People, Modernos, Primeira Dama & Coelho Radioactivo, Samuel Úria, Sequin, Tape Junk, Vaarwell e You Can’t Win, Charlie Brown. 

Mais informação aqui 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Gilberto Ferraz















09 Fevereiro 1934 - 19 Maio 2017 

Antigo correspondente da TSF em Londres, tinha 83 anos de idade.  
Natural da freguesia de Tonda, no concelho de Tondela, foi o mais carismático correspondente português em terras de sua majestade, onde vivia desde 1965 e onde morreu na passada sexta-feira. 
Uma longa carreira na BBC na capital inglesa, Gilberto Ferraz foi correspondente da TSF durante uma década, de 1995 a 2005. Deixa obra publicada: os livros: «Por Terras de Sua Majestade» e «Timor-Leste, Uma Dívida por Saldar».






















Notícia na TSF aqui 
Ouvir Gilberto Ferraz na TSF aqui 

domingo, 21 de maio de 2017

Boa Rádio ao Domingo











07:00/09:00 Antena2 – Sol Maior
09:00/10:00 Antena2 – Café Plaza
10:00/11:00 Antena2 – Um Certo Olhar
11:00/12:30 Antena2 – O Tempo e a Música
12:00/13:00 RADAR – Álbum de Família
13:00/14:00 RADAR – Comércio Livre
14:00/15:00 TSF – Reportagem
15:00/16:00 Antena2 – Memória
16:00/18:00 Antena2 – Música Aeterna
18:00/22:00 Antena2 – Mezza-Voce
22:00/23:00 Antena3 – A Profecia do Duque
22:00/23:00 Antena2 – Caleidoscópio
23:00/00:00 Antena2 – Argonauta
23:00/01:00 SBSR – Vidro Azul
01.00/02:00 Antena3 – Espelho Meu
02.00/03:00 Antena3 – O Disco Disse
02:00/03:00 Antena1 – Visão Global

sábado, 20 de maio de 2017

A LUGAR COMUM apresenta:


































Noiserv (PT)
www.noiserv.net
noiserv.bandcamp.com
facebook.com/noiserv

Sábado, 20 de Maio de 2017 às 21h30
TAGV - Teatro Académico de Gil Vicente (Coimbra) 

Desde 2009, altura em que, pela primeira vez, a Lugar Comum acolheu um concerto de Noiserv, que o percurso ímpar deste músico português vinha avolumando o desejo de o voltar a fazer. 
Com cerca de 12 anos de existência, Noiserv, “homem-orquestra”, ou banda de um homem só, tem vindo a afirmar-se como um dos mais estimulantes projectos da nova geração de músicos portugueses. No  currículo conta com o bem sucedido disco de estreia “One Hundred Miles from Thoughtlessness” [2008], o EP “A Day in the Day of the Days” [2010], e “Almost Visible Orchestra” [2013], recentemente reeditado internacionalmente pela editora francesa Naïve, casa-mãe de projectos como Yann Tiersen, M83, entre muitos outros. O mais recente "00:00:00:00", de 2016, é um disco diferente daquilo a que Noiserv nos tem habituado. A “orquestra de sons”, que tão bem lhe conhecemos, deu lugar ao som de um piano tocado a muitas mãos, enquanto da sua voz vemos sair, nos temas não instrumentais, histórias em português. 
Dia 20 de Maio, pelas 21:30, será uma oportunidade única para assistir, no Teatro Académico de Gil Vicente, à apresentação do novo disco, bem como à revisitação dos álbuns anteriores.

(...) rodeado de botões, teclados, metalofones e quaisquer objectos que produzem o som certo para determina canção, ou sentado simplesmente ao piano, David continua a ser um só homem (com o charme de um homem só).  
Ípsilon

A paleta de sons no catálogo de Noiserv pode ser muito extensa, mas há um traço que acompanha todas as criações: o apuro nas composições e a marca da introspeção.
Jornal i

Noiserv deixa para trás a roupagem electrónica, atira com o inglês às urtigas e surpreende com um disco feito exclusivamente de piano e cantado em português. Uma transformação total ainda que, por entre estas faixas, se distinga a caixa musical noiserviana que o compositor português tratou de construir com habilidade de carpinteiro.
Deus Me Livro 




Dada a lotação limitada da sala, a garantia de lugar é aconselhada e pode ser efectuada mediante o envio de e-mail para lugarcomum.pt@gmail.com (indicando nome completo e número de documento de identificação para posterior confirmação). As entradas reservadas deverão ser levantadas na data e local do concerto, entre as 21h00 e as 21h25, sob pena de perderem o seu efeito. 

Organização: Lugar Comum / TAGV
Apoio: Câmara Municipal de Coimbra / RUC-Rádio Universidade de Coimbra 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Ela na Rádio













Fotografia de Jorge Carmona 

É agora como nunca. Antologia Incompleta da Poesia Contemporânea Brasileira 
A viver em Portugal por um período de meio-ano, enquanto professora convidada da Universidade de Coimbra, Adriana Calcanhotto foi entrevistada no mais belo dos actuais programas diários da Rádio portuguesa.
Deliciosa conversa sobre Literatura, onde a compositora e cantora brasileira falou, entre outros, de Mário de Sá Carneiro e Fernando Pessoa.

Ver & Ouvir aqui

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Os 30 anos deste disco






















Editado em Abril de 1987, «Keep Your Distance» foi o primeiro álbum do grupo britânico Curiosity Killed The Cat. A banda londrina, fundada em 1984, apenas editou dois álbuns. Ambos na segunda metade dos anos 80. Fortemente ligado ao mundo da Moda londrina no virar da década de 80 para 90, o conjunto liderado pelo vocalista Ben Volpeliere-Pierrot desfez-se em 1992.
Neste primeiro trabalho gravado pelo quarteto, misturando Pop com Funk e Jazz, o sucesso foi quase imediato, atingindo o primeiro lugar do Top do Reino Unido, onde se manteve durante 13 semanas consecutivas.
Em Portugal foi amplamente divulgado no Correio da Manhã Rádio, principalmente no espaço nocturno «Os Silêncios de Ouro», onde este disco foi várias vezes transmitido na íntegra. Actualmente estão completamente esquecidos na Rádio portuguesa.
Daqui saíram singles que na altura ficaram muito conhecidos, como "Misfit", "Down to Earth" e "Ordinary Day". No entanto, o meu tema preferido deste álbum foi sempre "Red Lights".


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Hoje em FRANÇA



terça-feira, 16 de maio de 2017

Vemos, ouvimos e lemos

Não podemos ignorar 













Estreou em Fevereiro na Antena1 o programa «Sultões do Swing». Da autoria de José Navarro de Andrade, tem o mérito de recuperar para a Rádio pública um importante espólio musical abandonado aquando o fim do programa «A Menina Dança?» que, durante décadas, foi apresentado por José Duarte, se bem que algum desse cancioneiro norte-americano esteja a ser actualmente levado às manhãs de fim-de-semana na Antena2, com o regressado programa (dez anos depois da primeira série) «Café Plaza» de Germano Campos, desde Julho do ano passado.
O demérito está no nome do programa. «Sultões do Swing» foi o nome de um programa na RFM, da autoria de José Maria Corte-Real, nos anos 90, utilizando exactamente o mesmo cenário musical.
Com que necessidade acontece uma coisa destas? É tão difícil assim inventar nomes novos para programas de Rádio, ainda que utilizem a mesma matéria musical? 
A história recente da Rádio em Portugal está pejada de exemplos semelhantes. Alguns casos: 
Existe actualmente um espaço de programação na madrugada na Antena1 chamado «A Linha do Horizonte», o mesmo nome de um programa da autoria de Ricardo Saló na TSF entre finais dos anos 90 e início dos anos 2000. «Janela Indiscreta» foi nome de um programa também de Ricardo Saló na Antena1, nos anos 80, mas na mesma estação de Rádio foi nome de uma crónica diária de Pedro Rolo Duarte sobre blogues na Internet, na primeira década dos anos 2000 e ainda nome de um programa sobre Cinema, apresentado por Mário Augusto na RTP (que mantém-se nos dias de hoje, mas é TV). 
Em Novembro do ano passado a recém-criada SBSR tinha como nome de um programa semanal «Ronda da Noite», de Lara Marques Pereira, quando já existe desde Setembro de 2013 «A Ronda da Noite» de Luís Caetano na Antena2. A SBSR corrigiu algum tempo depois, dando outro nome ao espaço.
Mas não são apenas nomes a serem iguais. Indicativos de programas também. Ainda nos anos 80, o tema "Mar de Outubro" dos Sétima Legião foi indicativo do programa «A Ocidental Praia» de Rui Pego no FM da Rádio Renascença em 1985, mas o mesmo tema já era o indicativo do programa «Íntima Fracção» de Francisco Amaral na Antena1 desde Abril de 1984. O programa «Circuito Fechado» de José Mariño no CMR em 1988 tinha como indicativo «Theme I» dos Clan of Xymox, que já era sub-genérico (associado a um patrocínio) no programa «A Ilha dos Encantos» de Amílcar Fidélis na RFM desde Janeiro de 1987.
Nomes de programas de Rádio vindos de outras áreas artísticas como por exemplo a Pintura, o Cinema ou a Literatura tem sido uma prática eficaz e até saudável, mas nomes de programas de Rádio iguais a outros programas do mesmo meio demonstra, no mínimo, laxismo, preguiça, desconhecimento ou outras coisas mais graves. São demasiadas coincidências para serem apenas coincidências. 

Sultões do Swing 
Antena1 
6ª p/ Sábado às 00:00 
Ouvir aqui 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Habemus campeones


Três milagrosos ‘F’ 
















A Rádio Pública e a Emissora Católica Portuguesa estiveram bem na cobertura noticiosa à visita do Papa Francisco a Fátima. Mas o destaque vai para a TSF, num conjunto de emissões especiais desde a manhã de sexta-feira até meio da tarde de Sábado, incluindo a noite de sexta-feira, na mundialmente famosa procissão das velas. Pelo conteúdo, pelas ilustrações descritivas e pela qualidade dos profissionais Nuno Domingues, Artur Carvalho, Cristina Laimen, João Alexandre, Dora Pires e Cláudio Garcia. Realizaram um trabalho de reportagem impressionante, provando uma vez mais que a TSF é a Rádio talhada para os grandes momentos e não apenas uma espécie de lista telefónica etérea que se consulta diariamente quando se pretende procurar de ouvido uma informação em específico. 













Após o Papa adepto do clube argentino de Futebol San Lorenzolevantar voo de regresso a Roma, depois de menos de 24 horas em Fátima, veio a febre do Futebol. 
Antena1, Renascença e TSF numa extensa emissão especial antes do relato do jogo, durante o jogo e depois do jogo, que consagrou o Benfica como tetra-campeão nacional pela primeira vez na sua história centenária. Foi o último dos chamados “três grandes” a conseguir tal proeza. 
Tudo somado, na Rádio, a cobertura do encontro do título ultrapassou em várias horas os meros 90 minutos de jogo. 















Ainda a festa do Futebol decorria na Praça Marquês de Pombal em Lisboa e veio o terceiro “F” da noite: o Festival Eurovisão da Canção. Portugal em nervos, apontado como o país favorito à vitória na final, confirmou as expectativas e vence na Ucânia, em Kiev, com um tema cantado em português, ao contrário da maioria dos restantes concorrentes, que o fizeram em inglês. 
A perder desde 1964, e com algumas ausências recentes no longo percurso, Portugal ganha pela primeira vez em 2017 com uma canção inferior a tantas outras portuguesas de anos passados. Mas o contexto actual é, definitivamente, outro. Incluindo os métodos de votação.
Nos anos 60 eram as questões políticas, com o país a insistir num conflito militar pela manutenção das colónias africanas, sendo o último país europeu a perceber que aquela guerra nunca seria vencida. Mergulhado numa ditadura de décadas, Portugal estava fora da Europa e do Mundo. Basta ver a histórica pontuação de zero pontos na primeira participação, que foi um calvário. Nos anos 70 era a Democracia na corda bamba e todos os reflexos de quase meio-século de escuridão. Nos anos 80, os anos da fome e da crise económica, Portugal ainda não fazia parte da CEE e continuava a um canto. Nos anos 90 o modernismo do primeiro mundo encontrava-se no centro da Europa, mas Portugal já era membro de pleno direito da União Europeia, mas não membro de primeiro plano. A partir do ano 2000, também nos anos 2002, 2013 e 2016, Portugal somou ausências. Até à vitória de Salvador Sobral. Num dos seus discursos após a vitória, acusou, com verdade, a Rádio de passar quase sempre as mesmas músicas, até obrigar os ouvintes a gostarem delas. O que diria o cantor se algumas essas músicas que se repetem na Rádio fossem as dele? Não precisou da Rádio para que as pessoas gostassem da sua canção "Amar Pelos Dois", pois não? 
Fátima, Futebol e Festival. Desta vez o Fa(r)do foi poupado, mas essa é uma outra conversa. 
Há quem lhe chame “Efeito Marcelo” ou quem defenda que a nação deu um pontapé no passado com o chuto de Éder em Saint-Denis. Prefiro acreditar que tudo é fruto de muito trabalho e alguma sorte. 
No Sábado viveu-se um 13 de Maio português diferente dos que estávamos habituados, com glória e vencedores. Daquelas coisas que só acontecem de 100 em 100 anos, mas que não são milagre. 

domingo, 14 de maio de 2017

Os 50 anos deste disco






















Editado no dia 12 de Maio de 1967 
Álbum de estreia do norte-americano Jimi Hendrix. Para muitos considerado o maior guitarrista da História do Rock, Hendrix inicia com «Are You Experienced» uma forte mas curta carreira, terminada com morte prematura aos 27 anos de idade, em 1970.
Daqui saíram clássicos absolutos do Rock anglo-saxónico, como por exemplo a versão da canção "Hey Joe" e temas de uma fúria e elegância exemplares, como "Purple Haze" e "The Wind Cries Mary".
Gravado apenas com voz e quatro instrumentos: guitarra, baixo, bateria e piano.
Passou meio-século, mas continua a ouvir-se na Rádio.
O single "The Wind Cries Mary" foi editado no dia 5 de Maio de 1967.


sábado, 13 de maio de 2017

A LUGAR COMUM apresenta:

Douglas Dare (UK) 
www.aforger.com
www.facebook.com/douglasdaremusic

Sábado, 13 de Maio de 2017 às 22:00 
CAV / Centro de Artes Visuais COIMBRA 


































Na pequena cidade costeira de Bridport, Douglas Dare cresceu sempre rodeado de música. A sua mãe, professora de piano, encorajou o filho a compor desde tenra idade, algo que este começou a levar mais a sério durante a sua formação no Liverpool Institute for Performing Arts. As suas composições elegantes e, ao mesmo tempo, assombrosas, valeram-lhe rasgados elogios e comparações a nomes como James Blake ou Thom Yorke, fazendo com que captasse a atenção da consagrada editora londrina Erased Tapes. 
A partir de 2013, a relação com esta editora traduz-se numa mudança para Londres e em registos editados, primeiramente com o EP "Seven Hours" (2013) logo seguido pelo primeiro álbum "Whelm" (2014). Na sequência da edição e aclamação pela crítica destes primeiros registos, Douglas Dare começa a pisar palcos em nome próprio e na companhia de colegas da Erased Tapes, como Ólafur Arnalds ou Nils Frahm. 
O seu segundo álbum, "Aforger" (2016), surge na sequência de uma conturbada fase na vida pessoal de Douglas Dare, em que este se questiona sobre os limites entre a realidade e a ficção, sobre o que significa a identidade e a percepção desta, numa sociedade dominada pela tecnologia. Esta temática atravessa os poemas originais que servem de base às composições deste segundo disco, misturado nos icónicos estúdios Abbey Road, por Fabian Prynn. "Aforger" representa uma evolução também na composição e no som de Douglas Dare, agora mais denso e sombrio, mas ao mesmo tempo vulnerável e íntimo. 
Pela primeira vez em Portugal, o músico britânico traz todo o seu repertório na bagagem para apresentar, a 13 de Maio, no Centro de Artes Visuais, em Coimbra. 

An artist who genuinely has something to say about what it feels like to be alive in these times. 
The Quietus

Imagine John Vanderslice’s trembling melodic narration and pristine pop-rock craftsmanship applied to frigid electronic soundscapes out of a Thom Yorke solo album, and then get really excited. 
Stereogum

Douglas Dare’s music is solitary, passionate and moving. In the stories he tells, the melodies he sings and the conviction he sings them with.
The Line Of Best Fit







Bilhetes:
Entrada normal: € 8,00
Entrada associados Lugar Comum: € 6,00
Entrada "DESCONTO ESPECIAL": €6,00


DESCONTO ESPECIAL:
A 20 de maio a Lugar Comum recebe Noiserv em concerto, no Teatro Académico Gil Vicente. Os detentores de bilhete para esse espectáculo, que o apresentem na bilheteira do CAV, beneficiarão de um desconto especial na aquisição de entrada para o concerto de Douglas Dare. 

Dada a lotação limitada da sala, a garantia de lugar é aconselhada e pode ser efectuada mediante o envio de e-mail para lugarcomum.pt@gmail.com  (indicando nome completo e número de documento de identificação para posterior confirmação). As entradas reservadas deverão ser levantadas na data e local do concerto, entre as 21h30 e as 21h50, sob pena de perderem o seu efeito.

Lugar Comum – Associação de Promoção e Divulgação Cultural 




sexta-feira, 12 de maio de 2017

Hoje em SETÚBAL


































Ao soarem os primeiros acordes de Les éléments, instala-se o caos. Tem assim início esta obra que Jean-Féry Rebel compôs em 1737, então já com a respeitável idade de setenta e um anos. O deliberado e ostensivo uso da dissonância no maciço orquestral faz destas páginas um dos documentos mais surpreendentes da História da Música, e, por essa razão, um dos principais motivos de interesse em torno deste programa. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Sons do interior






















Nesta 9ª emissão apresentamos alguns dos sons gravados no passado domingo, 7 de Maio, na aldeia do xisto da Benfeita, concelho de Arganil, por ocasião das 1620 badaladas que se escutam a partir do relógio da Torre da Paz. Esta torre, mandada erguer em 1945, em homenagem ao fim da II Guerra Mundial e ao facto de Portugal não ter participado neste conflito. Todos os anos desde então, a 7 de Maio, escutam-se 1620 badaladas, uma por cada dia que durou a guerra. Uma vez mais, depois dos trabalhos sonoros dedicados a esta efeméride, lançados em 2014, ligámos o gravador e gravámos as várias dinâmicas sonoras produzidas por este relógio antiquíssimo produzido em Almada.
Aproveitando a temática, apresentamos ainda nesta emissão uma peça sonora produzida a partir de sons gravados numa relojoaria de São Romão e que serviu, entre outras peças, para a sonoplastia da peça teatral MOMO, levada a cena em Seia pelos utentes da Casa Sta. Isabel.
Ainda na 1ª parte deste programa, tempo para escutarmos cinco peças sonoras dedicadas a 5 aldeias da rede das aldeias do xisto, nomeadamente: Benfeita, Vila Cova do Alva, Aldeia das Dez, Sobral de São Miguel e Barroca Grande.
Na 2ª parte continuamos pelo território do xisto, com uma peça produzida a partir de gravações sonoras numa série de aldeias, tendo em conta a entrada neste território a partir do IC8.  


Luís Antero 

Ouvir aqui